terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Can love go beyond loneliness?

She was sewing some socks to her nephews in the front garden when he arrived. Both knew it was love. He, as always, brought her a toy from his store and asked her about the day; her mom used to spend those afternoons with them and wanted them to get married very soon, because she knew her daughter disappointment with love. But the girl - oh! - she did not want to get rid of the loneliness that had already become a part of her. He proposed to her that very afternoon and - not to our surprise - she said "no". The man, feeling the wieght of the world on his shoulders, decided to end his ordinary life. In response to his suicide, she burned her right hand in the fire and, until today, she uses a black glove tho show her widowhood: he was her last love.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

aventure-se

nada como um fim de semestre de arrancar os cabelos: estar (muito!) sem grana, sem lenço nem documento, um milhão de projetos pro mesmo dia, ter que fazer em 4 aulas o que deveria ser feito em 12 - estar ferrada no trabalho!, gritar até com a porta se esta não sai pra eu passar...
é. fim de semestre e principalmente fim de ano é a hora exata de me desesperar e chamar os cachorros.
então, em meio a falta de esperança de concretizar tudo que é necessário, aventurar-me foi a opção mais sensata.
e, quer saber? todas as minhas melhores escolhas são feitas na pressa e sem pensar.
jogar tudo pro alto e respirar novos ares por alguns dias aquece o peito!


Cascavel - Paraná

domingo, 15 de novembro de 2009

me dê a mão, vamos sair pra ver o sol

os dias tem sido mais quentes do que nunca.
além do calor físico, quase insuportável, tem o calor do coração.
este me leva a pensar que quase 1800km são exatamente da minha cadeira até a esquina.
essa distância que por tanto tempo machucou e me fez abafar sentimentos que eram [e são] tão vivos.
essa distância que por tanto tempo me fez estalar memórias e me condenou a estar a disposição de solidões desmedidas.
essa distância que, rezo para que realmente esteja prestes a acabar.
o coração está quente: cheio de fantasias, loucuras, sonhos, saudades, insensatez e vontade, muita vontade de realizar tudo isso.

"fica assim aqui perto
que o teu cheiro me faz seguro,
teu calor me protege,
e teu corpo me cura o vazio (...)
ah! fica perto então,
que tanta solidão já feriu demais"
D.O.D



quinta-feira, 12 de novembro de 2009

habilitação

ontem passei na minha última prova de direção!
minha pauta vanceria hoje, se não tivesse passado..
maaaas, agora sou alguém habilitada e uberland que se cuide: tô na área.

domingo, 8 de novembro de 2009

environmental matters

chuvas de novembro

um tanto clichê, mas não poderia deixar de falar das chuvas de novembro.
tão frias e inesperadas. entro pra sala de aula, tá derretendo; saio, tá chovendo!
fico de alma lavada, chego nos lugares com os pés encharcados, e os únicos que não permito serem molhados são meus livros [que são muito mais prazerosos com chuva].

"And on the radio
You hear November Rain
That solo's awful long
But it's a good refrain
You listen to it twice
'Cause the DJ is asleep"
Regina Spektor

I'm so happy when it rains (:

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

twenty :)


Dia 31 de outubro, as 10h20 da manhã, há 20 anos atrás, eu nasci.
Era terça-feira, e não sei como estava o clima. Acho que choveu.
E então, dos 19 para os 20, mudei de década. Muito estranho.
Apesar de ainda não ter vivido algo muito concreto que me colocasse frente a frente com meus vinte anos, estou em uma fase crítica.
Penso em tudo que passou e que passei... será que foi esse tempo todo? O que aconteceu com aqueles amiguinhos? A comida preferida? Aquela boneca?
Cadê aqueles cheiros? E as pessoas que não estão mais comigo? Aonde se meteu o barulho do portão grande abrindo passagem pra garagem?
Questionamentos que não tem resposta. E é difícil aceitar.
Não sei se sou adulta ou adolescente. Criança, ou velha demais.
Os acontecimentos me confundem ainda mais, pois, faculdade e 2 trabalhos é coisa de adulto. Indecisão no amor é coisa de adolescente. Não sair pras 'baladas' e ficar estudando ou dormindo é coisa de gente velha e não existe nada mais infantil que chorar por ciúmes bobos de coisas materiais.
Sei lá, acho que são os 20, nada mais. Ou também pode ser o peso de tudo que já foi, o prazer do que acontece agora e o gosto de fruto pouco conhecido do que vem por aí.