sábado, 13 de junho de 2009

Robert J. Smith & Bethany Poole


Eu realmente não sei. Não sei pq ñ me chamo Bethany Poole. Seria bem mais fácil.
Teria sido a primeira e única namorada de Robert Smith, esposa; estaríamos juntos há 35 anos. Compartilharíamos prazerosamente do mesmo batom vermelho. Não nos desgrudaríamos por um momento só, e eu seria parte dele. Mas ele, ahh! Ele faz parte de mim. Ainda não encontrei UMA música que Smith escrevesse que não pertença (um pouco sequer) a mim.
É como se ele soubesse tudo o que sinto. É como se eu fosse a Mary Poole mais jovem, e que Smith não conheceu. Uma pena :(
Mas, quem sabe exista um Smith dando sopa por aí... quem sabe ele escreva Lovesong pra mim!
Enquanto me agarro a hipóteses, usarei uma frase do R. Smith sobre meu sentimento em relação à ele: "Looking so long to these pictures of you, but never hold on to your heart"...

But, baby, however far away, you'll always be just like heaven ;)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mas... Por que sinto que a festa acabou?


I don't wanna be the girl who laughs the loudest or the girl who never wants to be alone; I don't wanna be there callin' at 4 o'clock in the morning 'cause I'm the only one you know in the world that won't be home. [...] I'm safe up high, nada pode me tocar... mas, por que sinto que a festa acabou? No pain inside; You're my protection. So how do I feel this good sober?
I don't wanna be the girl that has to fill the silence, a quietude me assusta porque escancara a verdade. Please don't tell me that we had that conversation, eu não vou me lembrar, save your breath, 'cos what's the use?
And If I let myself go I'm the only one to blame.
When it's good, then it's good, it's so good 'till it goes bad. Quando é bom, então é bom, é tão bom até se tornar ruim.
Why do I feel this party is over? How do I feel this good sober?

Eu em parceria com P!nk.

terça-feira, 2 de junho de 2009

"Um dia frio...


um bom lugar pra ler um livro;
e o pensamento lá em você..."

Peraí. O que?
Nada disso!
O dia mais frio do ano é um marco!
O vento de manhãzinha ressecando o rosto. A mão fria no bolso da blusa. O abraço apertado simulando um ganho de 5kg ou mais. Almoço quentinho que logo esfria. Conversa jogada fora sentados no sol. Vontade de comer chocolate. Não ir à academia. Agasalho o dia todo. Msn fora de hora. Vontade de ver aquela pessoa especial, e aproveitar pra se aquecer. Ir trabalhar usando roupas que simulam o clima temperado. Voltar congelada pra casa. Chuveiro na posição inverno (até que enfim). Algo bem quente pra comer, arebaba e cama!
Ai que delícia!

Amo o frio!

domingo, 17 de maio de 2009

Chega de falso moralismo

Sim, estou muito chateada.
Sabe quando seu herói te decepciona?
Tá bom, há muito que não tenho heróis. Mas nunca pensei me decepcionar com pessoas as quais colocaria a mão no fogo.
Sempre segui seus exemplos, e até me sentia errada frente a tantos acertos; só que nada disso faz sentido mais.
E ainda assim, quer me corrigir, me ensinar, e me cobrar?
Chega desse falso moralismo. É muito triste, e dói dizer, mas, você não é mais meu espelho.
Espero que volte para o caminho 'certo'; no que depender de mim, direi sempre a verdade, e não tenho mais medo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sejamos bons pastores

O bom pastor é o que dá a vida por suas ovelhas.
As conhece como ninguém; e elas o seguem.
Não basta mantê-las quietas, juntas, e dar-lhes o que comer.
É preciso dedicação, vontade e coragem. Coragem para enfrentar o lobo quando este aparecer.
Ás vezes é necessário fazer as ovelhas enxergarem que estão no caminho errado, e guiá-las pelo certo.
Ser bom pastor em qualquer lugar não é uma tarefa fácil. Em casa, nas ruas, onde estivermos.
O que não falta por aí é gente dizendo-se bom pastor, mas que em casa o lobo toma conta do rebanho.
E além disso, ser pastor de ovelha é simples comparado a ser pastor de mula. Essas sim são complicadas! Mula é que precisa de cabresto, mula é que não quer mudar de jeito nenhum. E as que mais precisam.
Então, sejamos bons pastores. Façamos o que for preciso para apaziguar nossas ovelhas e endireitar nossas mulas. Sim, NOSSAS mulas; todo mundo tem alguma(s).

"Eu sou o bom pastor. As minhas ovelhas obedecem à minha voz. Eu conheço-as e elas seguem-me. Dou-lhes a vida eterna." (João 10, 11a.27-28a)

domingo, 19 de abril de 2009

Não gosto de best-sellers


É estranho. Mas tenho repulsa de me imaginar lendo um best-seller. Na verdade, é totalmente explicável.
Nada contra o livro em si, mas contra toda a atmosfera que gira em torno dele.
Adolescentezinhos eufóricos porque são intelectuais e estão lendo o livro do momento; pessoas que não entendem nada de literatura se achando o ban ban ban; o único assunto em qualquer lugar que eu vá. Os best-sellers nunca me deixam.
Penso em quem nunca teve oportunidade alguma de ler Manuel Bandeira, Drummond, Fernando Pessoa, e baseam o mundo em seus best-sellers.
É inconcebível ler um best-seller em algum lugar público, quando todos ao seu redor te imaginam mais um seguidor da moda. Tenho vergonha.
Pois bem. Eu, com todos as minhas armas contra best-sellers a postos, fui surpreendida.
Um dia qualquer no trabalho, vi sobre a mesa um livro com a capa muito interessante, que despertou totalmente a minha atenção: era em sua maioria, branca neve; uma árvore seca, desfolhada; uma forma humana vestida de preto, com um guarda-chuva vermelho sangue.
Me encantei pela capa, o mal estava feito.
Perguntei à minha amiga se o livro era dela, e, com a resposta afirmativa, pedi pra olhar mais de perto. Então sondei-a pra saber se ela já estava terminando de ler, pra que eu pudesse ler também, é claro. O instinto falou mais alto.
Ela ainda não estava acabando de ler, mas a minha vontade era tremenda. Como pôde uma capa fazer isso com o meu ego? Justo comigo? tsc tsc.
Dias e dias esperando, quando finalmente, o best-seller estava em minhas mãos.
Não vou mentir que, no início da leitura, tive vontade de abandoná-lo. A velha repulsa.
Mas, decidi continuar. E confesso que só parei pra postar aqui.
Liesel Meminger é uma menina de 11 anos que vive na Alemanha nazista, em tempos de guerra, e tem sua história contada pela Morte. Magricela, pernas finas, mas de personalidade muito forte, e (diga-se de passagem) está me conquistando aos poucos. Liesel foi minha companheira de fim de semana, e vai ser de feriado agora. Os textos acadêmicos que esperem, tenho que terminar de ler o best-seller.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A hora do cansaço

(Carlos Drummond de Andrade)

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nos cansamos, por um ou outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gozo acre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.