quinta-feira, 9 de junho de 2011

arriscar é preciso


estive pensando sobre o quanto arriscamos todos os dias.
sobre como é arriscado escolher se levantar e sair de casa. é possível que você pegue um resfriado, seja assaltado, perca o ônibus e chegue atrasado no trabalho. viver é um risco danado.
por isso, não tem porquê não querer corrê-lo, não há escolha!
ainda me lembro da primeira vez que depilei as pernas. minha mãe nunca tinha permitido que eu o fizessse, então, esperei que ela dormisse, peguei os utensílios necessários, e, fiz aquilo!
não vou dizer que foi fácil encarar ela depois, mas, eu tive que arriscar! se eu quisesse andar por aí com as pernas depiladas eu teria que sentir o coração pulsando mais forte, o sangue correndo mais quente. e, vejam só, o resultado foi positivo.
em qualquer situação temos um sim ou um não. ficar em cima do muro é que não vale. arrisque-se!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

os olhos
oham
através
da janela
procurando
loucamente
algo que
os agrade
assim
devagarinho.

lá de fora
a paisagem
não mais
que antiga
bonita
colorida
olha de volta
e vivemos
a cumplicidade
imagética!

meu dia por um 'bom dia' seu.

trocaria, sim, meu dia pelo seu "bom dia".
trocaria, porque assim ganharia o dia de qualquer forma.
eu não sei como agir quando acordo de manhã. mas sempre espero que, ao olhar para o celular que desperta freneticamente, esteja escrito "1 nova mensagem". só isso.
então, quando vejo que não tem nada escrito lá na telinha, penso que você não acordou ainda, ou que acordou de mau humor e não está a fim de falar comigo, ou que uma nave alienígena pousou no seu jardim a noite e te levou pra sempre. penso também no que eu possa ter dito que possa ter te chateado o suficiente pra me fazer não merecer um "bom dia". tomo café da manhã sem "bom dia", pego ônibus sem "bom dia", vou pra faculdade sem "bom dia". a adriana calcanhoto canta que "você tem meia hora pra mudar a minha vida", e eu canto que você tem meia hora pra me dar "bom dia". mas não adianta. aí não aguento... e te mando um sorridente "bom dia" gritando a vontade de te ter pertinho logo cedo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

- Seus olhos são lindos, sabia?
Eu disse. Não queria ter dito esse "sabia", nem ter que encerrar com ponto de interrogação. Ensaiei por muito tempo, mas assim o disse.
Então ouvi, de um rosto colado a meu ombro esquerdo:
- Nham!
- Enquanto estava longe, foi só neles, nos seus olhos, que pensei.
Então o abraço ficou mais forte, e o vento soprou mais leve naquele lugar só nosso, de onde vemos as luzes sempre tão lindas à noite.

domingo, 29 de maio de 2011

I S@rau Literário via Twitter

Vai ser ótimo! Vamos todos participar!


Algumas sugestões para quem for participar, não há regras, porque o Twitter é democrático demais para isso (texto de Renan):

  • Não publique textos de terceiros: nós queremos ler sua obra, não do Caio Fernando Abreu ou do Millôr (a menos que este participe também).
  • Não divulgue blogs, sites, ou similares. Entenda isso como uma conversa durante uma declamação: não é o momento adequado para isso.
  • Não publique outra coisa que não sejam textos literários, RTs e comentários durante essas duas horas: já que você vai no sarau, está lá, acredito que os outros assuntos possam ser adiados.
  • E por favor, divulgue e participe, o cartaz acima pode ser publicado em qualquer blog, é só copiar a imagem. O s@rau não é meu, nem do Renan, nem da Giselle, é nosso.
  • Não se esqueça da data, horário e o principal a hashtag: #sarauletras365
Dúvidas, críticas ou sugestões:
rop.renan@hotmail.com ou @renanrop
dani.s.freitas@gmail.com ou @Daniele_SF
gisellezamboni@uol.com.br ou @gisellezamboni

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Estive sumida, desaparecida, desencontrada. Estive trancada em mim, para mim, sobre mim, sobre tudo, sobretudo. Andei, observei, aprendi. Aprendi que A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. E que, Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado...(*)
Então, após dificilmente digerir tudo isso fui subitamente atropelada por uma vontade louca de viver de outro jeito. Com menos amarras, menos freios, mais planos para o presente. Mais choro, mais riso. Mais, muito mais. Enfretar os perigos com as mãos geladas, o estômago embrulhado e a cabeça a mil. Atender o telefone mesmo quando acho que a notícia não é lá muito a que espero, e após tal confirmação, me alegrar muito por ter atendido e por ter sido produtivo. Viver assim, sem tragicizar antes de que tenha acontecido. Viver numa espécie de "Let it be" enérgica, sentimental, e com valor.

(*) O tempo, Mário Quintana.

domingo, 10 de abril de 2011

"As vezes
a gente
fica assim

e mesmo
sem motivo
e quer andar
por aí...
As vezes
a gente
não sabe
o que quer

mas sabe como é
e quer, muito,

mesmo assim."


[Comerciais de cigarro - D.O.D]