sábado, 10 de outubro de 2009

essência e cor [ou a falta de]

tudo que leio, vejo, ouço, se mistura tanto com minhas cores que não sei distinguir o que é meu e o que se torna meu a cada instante.
gosto de observar tudo detalhadamente, ouvir com cuidado e ler com vontade.
ao observar calmamente as coisas, quadros se formam pra sempre em minha memória, quase fotográfica, mas sempre tem trilha sonora. o que não me deixa em paz, mas que me dá um prazer incrível. estranho como sempre observo pensando como vai ficar depois de "editado".
ouço tudo com cuidado e muitas das vezes ainda me escapam os sons. odeio. tento imaginar todos
os que estão por vir, e os entendo como quero e sinto.
leio com muita vontade, como se os livros tivessem nascido comigo e não se desgrudassem da minha alma. parece que já li todos eles antes, e só resta uma vaga reminiscência, por isso escolho cuidadosamente cada um.
enfim, sou. sou em essência e cor um pouco de tudo, sou tudo de um pouco, tudo de todos e um pouco de ninguém. ou a falta de tudo isso.


domingo, 4 de outubro de 2009

e se eu dissesse que sempre arrisquei?

você ainda ia querer?
agonia, busca e certeza;
e a certeza é que não faz sentido ao medo que nunca passa.

EU MESMO NUNCA SEI!

só sei ser assim.
nunca consegui brincar de ter certeza
nem ter 100% de não dúvida.

nada concreto.
nenhuma teoria.
nenhum cálculo.

paixão, devora esse silêncio,
e diz onde há certeza nessas mãos...
eu mesmo nunca sei.

(trechos do texto de Nenê Altro que deu origem à música 'Teorias de viver' somado com trechos da própria música)

-> Por que ele me entende tanto?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Carta à Camila

Olá querida!


Te escrevo esta carta pra dizer que vai tudo mto bem.
E tbm pq faz tempo que não escrevo pra ti...
Sinto falta dos recadinhos fora de hora, das lágrimas enxugadas, dos abraços esmagadores, das confissões de todo dia.
Sei que estamos cada uma seguindo o caminho que deveríamos, e ainda bem que os caminhos estão próximos. Não suportaria ter que te ver partir... Sofri tanto por pensar que vc ia embora!
Só eu sei.
Se um dia tiver que ir, vá, não, não vá por favor.
Você fez e faz parte de tudo que é importante na minha vida... e assim vai ser sempre. Quantas descobertas! Risadas! Momentos indescritíveis! SENTIMENTOS novos.
Luar, chuva, prego no tênis, folha de arvore com suor, arco-iris.
Quão perto de vc é perto o bastante?
Sempre penso em lhe escrever algo muito bem feito e acabo em fluxos de consciência. Não consigo organizar meus pensamentos para lhe escrever, vc ocupa muitas partes do meu coração, o que me deixa muito confusa ao falar de/para vc.
O essencial, na verdade, é que "se olhar a frente posso te mostrar que ainda vou estar aqui; cuidando da gente".

Beijo enorme,

Pikes.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Café não tem nada a ver com amor.
Café desce rasgando e te deixa ligado.
Amor não.
Amor é tipo leite.
Tem prazo de validade curto e azeda muito rápido.
E longa vida tem conservante.
Uma mentira embalada.
Só parece seguro porque está em uma caixinha.
Depois que abre é igual a qualquer outro."


Os Funerais do Coelho Branco - Nene Altro

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

your picture: a bitter memory

Be sure that I do not want to feel anymore for you.

sábado, 12 de setembro de 2009

Dancing with myself


Descobri que minha companhia é adorável e que não preciso que ninguém saia comigo pra que seja divertido.
Desde a filmes de terror no cinema, pequenas caminhadas, teatro, sorvete, viagem... é tudo muito bom.
Sem falar nas vantagens de não ter que esperar por ninguém, não ter que ouvir se querem ou não ir àquele lugar, e tantas outras... São momentos de reflexão e (tentativa de) auto-conhecimento; e não sei por que demorei tanto para aceitá-los.
Descobri que sou a melhor parceira de dança que posso ter.


"...when there's no one else in sight
In a crowded, lonely night
well, I waited so long for my love vibration
And I'm dancing with myself!"

domingo, 30 de agosto de 2009

Um dia na vida. Outro fósforo, outro sol.

Não existe nada vivo/Dentro desse quarto; apesar de eu estar aqui, é como se o mundo que eu tanto quero estivesse invisível a meus olhos. Então Todo dia eu pego o medo/Meço, mato e guardo; de que importa né? não posso me prender aos meus medos, mas nem por isso eles deixam de existir. Num cansaço calmo de sobreviver é que tento alcançar essa artimanha que é sobre-viver. Um dia na vida vale pra comemorar/O nosso encontro em nenhum lugar, e também a tolice que, por acaso, toma conta dos meus pensamentos e me faz acreditar que tá tudo indo muito mal, e que esse encontro é realmente uma bobagem que não sai do plano das idéias!

PRA QUE ESCREVER POESIAS NO PAPEL HIGIÊNICO E DEPOIS SE LIMPAR COM AS TRISTEZAS DE SEMPRE? Pra que? Por que insisto nisso? Mesmo sabendo que estarei me limpando com as tristezas de sempre, não consigo parar de escrever poesias no papel higiênico! Apesar disso, continuo tentando, talvez algum dia as minhas 'poesias' não irão para a 'lixeira', ou quem sabe eu me limpe com as alegrias que escrever.

Um dia na vida/Outro fósforo, outro sol, e daí por diante. Está sendo impossível controlar as mudanças, o que se tornou ótimo! Tenho deixado meu complexo de auto-sabotagem esquecido ali no canto... "A vida é um piscar de olhos/E o amor, um alô e um tchau". Talvez eu deva viver mais esse clichê de 'aproveitar a vida', pois Um dia na vida passa de carona na esquina/UM DIA NA VIDA VALE QUALQUER TENTATIVA!


Por Eu, Cazuza e Maurício de Barros.